quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista.




O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.

O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.

O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

sábado, 7 de julho de 2012

O brincar..'




Algo que podemos considerar extremamente sério para criança é o brincar! É possível identificar na brincadeira as angústias, medos e ansiedades que a criança carrega. Através do brincar podemos perceber como a criança introjeta seus valores, qual lugar se coloca na família e por onde caminha suas identificações. 

(Hérica Costa)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um pouco de Poesia!




‎"Eu sinto falta de ligar o celular depois do avião aterrissar, 
e ter uma mensagem sua dizendo que vai dar tudo certo. E sorrir mesmo estando numa fila gigantesca para o táxi, embaixo daqueles 78 graus do Rio de Janeiro. Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de fila. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo." 














''Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que REALMENTE merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros.'' 
(Rubem Alves)















                                                                     "Nem vem tirar

Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom."

(Mallu Magalhães)

"Ser feliz hoje é mais importante do que ser feliz pra sempre."

(Greys Anatomy)


Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos, (...) tinha de ser justo amor, meu Deus? 
(Caio F.)

domingo, 1 de julho de 2012

1.1. PLANTÃO PSICOLÓGICO E ACONSELHAMENTO!




Hoje bateu uma saudade dos plantões psicológicos do SIP, por isso vai essa postagem sobre o mote, baseado na minha prática no ano de 2010.


O termo plantão psicológico tem origem na língua francesa, do verbete “Planton”, que no sentido militar significa ocupar uma posição fixa, de alerta ininterruptamente. Outro significado dessa palavra remete a “planta do pé”, sendo assim entendemos que uma das definições de plantão psicológico refere-se a ficar plantado, esperando suas demandas. Ficar plantado não no sentido de um “castigo”, mas no sentido de disponibilidade, ou seja, o plantonista precisa estar totalmente disponível para acolher o paciente no momento em que for solicitado.
O SIP como lugar de nossa prática do Plantão Psicológico nasce para nós como um novo desafio, visto que não podemos adivinhar qual a demanda que pode surgir naquele lugar, assim como acontecerá num futuro bem próximo na nossa vida profissional. Um local favorável para o acolhimento do outro com seus questionamentos. Nesse sentido, o plantão psicológico se apresenta como modalidade de atendimento que vem privilegiar o suporte ao sofrimento emocional do sujeito que ao serviço recorre (Mahfoud, 1999).
O Plantão Psicológico tem caráter emergencial por isso atende as demandas emocionais imediatas. Mahfoud (1999) vem nos dizer que essa intervenção psicológica “acolhe a pessoa no exato momento de sua necessidade, ajudando-a a lidar com seus recursos e limites focalizando o atendimento nas coisas boas, colocando-a a disposição de acolher a experiência do cliente ao invés de enfocar no problema”.
Seguindo um pouco a proposta da disciplina, a qual nos recomenda entender o que no nosso futuro profissional se inicia agora de uma forma mais concreta, a partir dessa breve experiência. A clientela do serviço de Plantão Psicológico consiste em pessoas desorientados, que chegam aos prantos, ou pessoas que esperam vaga para psicoterapia e ate mesmo os indivíduos que querem apenas conversar, tirar dúvidas ou receber informações.
Diante disso, devemos ter sempre o compromisso de ajudar no aprimoramento e na conservação do tipo de proposta que experiênciamos. A prática nos proporciona uma “escuta diferenciada” e também nos promover um raciocínio clínico mais preciso desse modo ampliamos nossa visão ao exercício clínico.
Ao longo dos nossos atendimentos de Plantão Psicológico e de Aconselhamento deve haver envolvimento existencial, segundo Forguieri, consiste em... ”O terapeuta procura colocar entre parênteses”, ou fora de ação, as teorias, os conhecimento, conceitos e preconceitos que tiver a respeito do ser humano, para tentar então perceber o cliente tal qual se revela para ele, na vivência imediata entre ambos.
 Já o distanciamento reflexivo consiste num afastamento e diminuição de seu envolvimento com o cliente, para captar os significados e conhecimentos que a vivencia imediata gera entre ambos. Entre as mais variadas formas de acolhimento iremos sempre trabalhar com uma escuta diferenciada, ou seja, livre de representações, generalizações e pré-concepções, comprometida com a capacidade do cliente saber sobre si e que mobiliza o afeto e o pensar sobre a questão trazida. Nesse contexto concordo com Bonder quando ele fala:

“ A grande descoberta deste século para as ciências humanas é a descoberta terapêutica da escuta, Não há melhor entendimento que alguém possa prestar do que servi-los de ouvido para as falas baixas e quase imperceptíveis de nossa existência (BONDER, agosto 1998, p.1)

Escutar e ouvir nas práticas do plantão psicológico e também no aconselhamento são dois elementos indispensáveis no acolhimento. Quando falo em ouvir, quero dizer está presente, acompanhar e ficar atento, não só ao discurso do sujeito, mas sua expressão facial, sua forma de movimentar-se, de posicionar-se e ate mesmo a sua forma de falar, só assim poderemos atuar de uma forma mais competente, contribuindo com um possível alívio interno desse sujeito.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

PARA NÃO ADOECER!






Se não quiser adoecer - "fale de seus sentimentos". Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer. Então, vamos confidenciar desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia. Se não quiser adoecer - "tome decisão”. A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele. Se não quiser adoecer - "busque soluções". Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Se não quiser adoecer - "não viva sempre triste". O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. Se não quiser adoecer - "não viva de aparências". Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso... Uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Se não quiser adoecer - "aceite-se". A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

Texto de Dráuzio Varella

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O REFLEXO DO USO DE PSICOTRÓPICO!







O REFLEXO DO USO DE PSICOTRÓPICO

Os aspectos relativos à saúde mental têm sido pauta de grandes discussões e mudanças nas formas de assistir o conjunto da população acometida por distúrbios de natureza psíquica. Atualmente, diversas modalidades de intervenção têm sido implantadas reforçando os pressupostos da Reforma Psiquiátrica e estando em consonância com a Lei Federal nº 10.216/2001(BRASIL, 2002).
         As novas formas de intervir em saúde mental não descartam a necessidade do uso de medicação, desde que haja uma clara indicação para tal. Este recurso tem se mostrado terapêutico, eficaz e necessário em algumas situações. A utilização de medicamentos psicotrópicos (são medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central utilizado no combate das doenças mentais, também denominados sedativos ou tranquilizantes) frequentemente, está associada a outras modalidades de atenção como atividades socioterápicas, psicoterapia individual e grupal, entre outras.
        Contudo, algumas medicações psicotrópicas têm sido usadas em grande escala, por vezes, sem uma indicação terapêutica precisa, como no caso dos benzodiazepínicos. Uma situação que pode exemplificar está relacionada ao fato de as pessoas experenciarem momentos de ansiedade diante dos percalços cotidianos, fazendo uso de substâncias psicoativas. No entanto, em alguns eventos, o uso de tal medicação é necessário, porém, em outros, uma escuta terapêutica pode ser o suficiente. Ainda, muitos indivíduos permanecem usando substâncias psicoativa
s por longos períodos de tempo, podendo desenvolver tolerância e dependência.